Saiba identificar os sintomas iniciais da Doença de Parkinson e quando procurar
- João Urbano

- 30 de set. de 2025
- 2 min de leitura

A Doença de Parkinson (DP) é uma condição neurológica progressiva que afeta o controle dos movimentos e pode impactar a qualidade de vida. Embora seja mais comum em pessoas idosas, também pode ocorrer em indivíduos mais jovens. Reconhecer os primeiros sinais de Parkinson é essencial para buscar ajuda médica precoce. Saiba identificar os sintomas iniciais da Doença de Parkinson e quando procurar o Neurologista.
Sintomas motores: sinais clássicos
Os sintomas motores são os mais conhecidos da Doença de Parkinson. Entre eles estão:
Tremor em repouso: movimento involuntário das mãos ou dedos quando estão relaxados.
Bradicinesia: lentidão para realizar atividades simples do dia a dia, como caminhar ou vestir-se.
Rigidez muscular: sensação de músculos endurecidos ou doloridos sem motivo aparente.
Alterações da marcha e do equilíbrio: passos curtos, arrastar dos pés e quedas frequentes.
Sintomas não motores: os primeiros sinais
A Doença de Parkinson também pode começar de forma silenciosa, com sintomas não ligados ao movimento. Alguns deles podem aparecer anos antes do diagnóstico:
Distúrbios do sono REM, caracterizados por sonhos agitados e movimentos intensos durante o sono.
Constipação intestinal persistente.
Perda parcial ou total do olfato (hiposmia ou anosmia).
Depressão
Esses sinais “prodômicos” podem anteceder os sintomas motores em até 10 anos.
Quando procurar um neurologista?
Você deve buscar avaliação médica especializada se apresentar:
Tremor persistente em repouso.
Rigidez muscular sem explicação.
Lentidão progressiva para atividades cotidianas.
Alterações de equilíbrio ou quedas repetidas.
Perda de olfato acompanhada de outros sintomas neurológicos.
O neurologista de distúrbios do movimento realizará uma avaliação clínica completa para definir o melhor diagnóstico e cuidado.
Importância do diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce permite iniciar um tratamento que melhora a qualidade de vida. As opções incluem:
Medicamentos como a Levodopa para melhorar rigidez e lentidão.
Avaliação de indicação de terapias avançadas como a estimulação cerebral profunda (DBS)
Terapias de apoio (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional).
Exercícios físicos regulares, que ajudam a controlar sintomas motores e não motores.



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